Category Archives: Artistas

Leonor Guerra

Chronos, 2012
Tríptico fotográfico. Impressão jacto de tinta sobre papel Epson Fine Art, moldura em faia com vidro
43 x 43 cm (cada peça) | Ed. 1/3 + P. A.
1200,00€ + IVA

Chronos | Resulta de uma série de reflexões sobre o Tempo a partir de referências anacrónicas. A peça faz parte de uma série de objectos, que recorrem à fotografia analógica como medium de captação de imagens, que ganham forma através de diálogo alegóricos.

Leonor Guerra | Nasceu em Lisboa, onde vive e mora. É licenciada em Fotografia e Cultura Visual  através do IADE. Estuda actualmente na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, no mestrado de Ciências da comunicação – Comunicação e Arte.

Mário Palma


Subtraction, 2012
Impressão de imagem fotográfica sobre placa de alumínio maquinado a laser
128 x 128 cm | Ed. 1/4
2500,00€ + IVA

Sobre a obra |
imensuráveis nem todas as imagens me pertencem
só as que subtraio da sua realidade e deixo soltas na minha memória
essas adicionam-me
constroem-me, dão-me identidade, desmontam-me
agora livres em mim, são mapas de uma outra realidade
mesmo as que já tiveram autor, dono ou todas as outras que nada tiveram
pertencem-me
por vezes escolho à imagem do meu desejo uma outra
pela química revelo-a num suporte e devolvo-lhe visibilidade
subtraio-lhe matéria feita de luz
abro-lhe vazios, rasgos geométricos sinal de mim
e neles instalo-me
“SUBTRACTION” é o processo
adiciono-me a cada imagem que escolho, torno-me visível
sou imagem

MÁRIO PALMA | Nasceu em 1962 em Lisboa. Frequentou o curso de Pintura na ESBAL, o curso de Desenho na SNBA orientado pelo mestre Sá Nogueira e o curso de Gravura na Galeria Quadrum orientado pelo mestre David de Almeida. Exposições //  “(A)Mostra” na Galeria Quadrum . 1983 / “ Ciclo do Gusano” na Cisterna da ESBAL . 1986 / “Periferia” na Biblioteca Nacional de Lisboa . 1988 / Campo Del Arte . 1989 /Galeria Soctip onde ganha o 1º prémio “Jovens Pintores” . 1990 / Em 1994 dá início ao seu projeto artístico “INCOMPLET BOX” com exposição individual na Galeria Quadrum. Desde então dedica-se também à atividade empresarial. Com Henrique Gouveia cria a “Formiga Luminosa Construtora de Imagem” e mais recentemente a “Why Planet”, onde cria, desenvolve e produz projetos de Design Global, particularmente especializados na área das exposições interativas. Em 2011 com a peça “MATRIX” apresentada no convento Flor da Rosa no Crato, retoma o projeto artístico “INCOMPLET BOX”.


Fernando Fadigas


Take Courage #1, 2010
Impressão jacto de tinta sobre papel Fine Art
30 x 21 cm (sem moldura) | Ed. 1+P.A
500€ + IVA


Take Courage #2, 2010
Impressão jacto de tinta sobre papel Fine Art
30 x 21 cm (sem moldura) | Ed. 1+P.A
500€ + IVA

Sobre a obra | No coração de Londres entre a London Bridge e a Cannon Street, a sul do rio Thames, situa-se o histórico bairro de Southwark, conhecido não só pelo teatro Globe de Shakespeare, por ter sido uma zona operária e pobre, mas também por ter albergado uma das maiores cervejeiras do mundo, a Anchor.  Take Courage foi o slogan utilizado durante décadas pela marca e apesar dos tempos que atravessou e das várias demolições ali realizadas, este pensamento resiste num dos edifícios construídos pela empresa no século XIX, isto no sentido de albergar diversos operários séniores.

Fernando Fadigas | Fernando Fadigas é um artista Intermedia com formação nas Artes Visuais e com trabalhos realizados na área do Som e da Música em Instalação, Video, Performance, Espectáculos Multimedia e Filmes Institucionais. Actualmente trabalha como monitor de Áudiovisuais para os cursos de Arte Multimédia da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Através da sua própria editora e promotora www.variz.org tem vindo a divulgar alguns dos mais importantes artistas nacionais e internacionais da música experimental e da arte sonora.

Cristina Ataide

(im)permanências # 13, conjunto (im)permanências, 2008
Impressão a jacto de tinta s/papel  fotográfico Epson e colado sobre alumínio
160 X 100 cm | Ed. 1/2
vendida

(im)permanências # 17,  conjunto (im)permanências, 2008
Impressão a jacto de tinta s/papel  fotográfico Epson e colado sobre alumínio
160 X 100 cm | Ed. 1/2
vendida

Sobre as peças | Visão da infância, o mar é, em primeiro lugar, maresia e jogo dos golfinhos, os mensageiros benévolos das profundezas que os antigos tanto amavam. Da rosa das conchas solta-se um murmúrio que a criança leva ao ouvido: augúrios do tremendo magma. Nas vilas de pescadores a criança estranha ao lugar, de passagem, surpreendia naqueles homens e mulheres descalços uma febre ígnea, o olhar deles estava posto nos longes, corria sem se deter em nenhum rosto, cego a qualquer outro sinal. Febre que conhecia os despojos do sal, a avidez do monstro que habita nos labirintos nacarados, do animal inquietante que irrompe da sua imensa concha, que respondia ao seu apelo eterno. Com a pele gasta, curtida, tisnada pelos ventos ágeis, pelo ouro do céu, eles moviam-se ensombrados pelo perigo de morte, pela entrega dos seus corpos, chamamento constante do mar, o destino deles, e que ressoa nas palavras puras do Romance da Nau Catrineta. Não há prolongamento do nosso corpo mais afeiçoado ao mar do que o barco Herói que resiste às vagas e se faz transportar por elas, embalado pelas marés, o barco ergue-se na espessura das ondas, obedecendo ao furor das águas e dos ventos, o barco tem sede dos fundos acobreados do abismo ardente, dos meteoros raros que prendem as suas marés, numa antevisão das águas que não se misturam. Mas, em terra, ele assemelha-se a um fóssil morto de um vivo, mesmo que o seu esqueleto, o cavername, esteja parcialmente intacto, todas as suas funções ficam oclusas, e o sal depositado, origem de tanto brilho irisado, embacia e devora as suas cores. Onde estará a divindade que fora colocada na proa do barco para o proteger do naufrágio? Foi dar à praia, desfigurada, o mar vazou-a, o mar entrega-a, resplandecente de sal como todo os enviados do mar inesgotável. Privada da linha de água, também as obras mortas e as obras vivas desta barca não podem despertar, o que está imerso e o que está emerso tornou-se indiscernível. A desmedida das águas é uma lembrança longínqua. Por meio de gestos secretos evoca-se o mistério da navegação, limpa-se o seu cavername à procura de um conceito de interior, o vazio desejado pela imaginação faz alastrar uma mancha vermelha à procura do sal puro, do sal que morde a boca, cuja saliva tinge a pele, e que se incrusta, precioso, nos ossos dos náufragos. Desde o Antigo Egipto, que as almas dos mortos são transportadas por uma barca. Mas ainda antes do Egipto e do seu Livro dos Mortos, o príncipe Gilgames embarcou numa delas na sua viagem à procura da imortalidade, e, depois de ter perdido a esperança de viver para sempre, na viagem de regresso à sua cidade natal, aceitou essa perda, convertendo a sua própria mortalidade em narrativa maravilhosa que todos pudessem ler. A barca de Gilgames é ainda a que transporta os vivos (texto de Maria Filomena Molde).

Cristina Ataide| Nasceu em Viseu. Vive e trabalha em Lisboa. Licenciada em Escultura pela ESBAL. Foi diretora de produção de Escultura e Design da Madein, Alenquer de 1987 a 1996. Bolseira da F.L.A.D., Fundação Oriente, Subsídio Projectos Especiais, SEC e bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Representações: Coleção do CAM da Fundação Calouste Gulbenkian, Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, Coleção PLMJ, Lisboa. Coleção António Cachola, Elvas. BES, Casa da Cerca, Almada, Unión Fenosa, A Coruña, Espanha, Grupo Bensaúde, Lisboa. Exposições: Expõe individual e em grupo desde 1983 em Portugal e no estrangeiro. Expõe atualmente La Montaña Magica / Der Zauberberg na Galeria Magda Bellotti, Madrid e em Julho vai expor no Mosteiro de S. Bento em S: Paulo, Brasil. www.cristinataide.com

Téo Pitella

Assento #1, Série Dois Lugares, 2004
Impressão jacto de tinta sobre papel Fine Art
40 x 40 cm | Ed. 1/5 + P.A.
400,00€ + IVA


Assento #2, Série Dois Lugares, 2010
Impressão jacto de tinta sobre papel Fine Art
40 x 40 cm | Ed. 1/5 + P.A.
400,00€ + IVA

Assento #3, Série Dois Lugares, 2011
Impressão jacto de tinta sobre papel Fine Art
40 x 40 cm | Ed. 1/5 + P.A.
400,00€ + IVA

Assento #4, Série Dois Lugares, 2012
Impressão jacto de tinta sobre papel Fine Art
40 x 40 cm | Ed. 1/5 + P.A.
400,00€ + IVA

Sobre a série | O ponto de encontro de famílias. O centro do lar onde há conversa, sono, sexo, aventuras e comédias vistas pela tela e cheiro de casa. Uma peça cara, ponto de encontro da intimidade, com dois ou mais lugares, ícone de status e design que hoje virou descartável. Dois Lugares retrata o abandono, o desapego e a vulnerabilidade atual em contraposição com o aconchego de um objeto, um móvel tão parte dos lares que antes ocupava outro lugar.

Téo Pitella | Já expôs na Arte Non Stop, da Associação V’oarte (Portugal) 2005, na exposição Brasil em Cartaz da Prefeitura de Chaumont (França) 2006 e a exposição Bahia LOMO Cuba na Galeria Ponto de Fuga (Brasil) 2011, além de outras. Tem trabalho publicado na revistas National Geographic Brasil, Revista Inventa e Top View.Participa do coletivo Imagem da Palavra e da Bubuia Colectiva e atualmente cursa o Mestrado em Arte Multimédia – Fotografia na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

Cláudia Rita Oliveira


#01, da série Desintegral, 2010/2011
Pinhole 120mm
40x40cm | Ed. 1/7 + P.E.
400,00€ + IVA



#03, da série Desintegral, 2010/2011
Pinhole 120mm
40x40cm | Ed. 1/7 + P.E.
400,00€ + IVA


#05, da série Desintegral, 2010/2011
Pinhole 120mm
40x40cm | Ed. 1/7 + P.E.
400,00€ + IVA

Sobre a série | Apesar de não pretender ser um retrato de Portugal, Desintegral reflecte sobre alguns traços da identidade do território (topográfico e social) Português. Os espaços/construções retratadas oferecem resistência à contemplação – por estarem vedadas, por condicionantes do espaço onde se inserem, ou apenas pela própria degradação. São construções embargadas ou destruídas que não se inserem no domínio prático da vivência por parte da comunidade, o que as torna tecnicamente inúteis e obsoletas.

Cláudia Rita Oliveira | Cláudia Rita Oliveira conclui em 2011 a pós-graduação Fotografia, Projecto e Arte Contemporânea. Atualmente frequenta o Mestrado Arte Multimédia – Fotografia, na FBAUL. Trabalhou na área de montagem para criadores como Pedro Costa, Vera Mantero e Miguel Mendes; é responsável pela edição do documentário “José e Pilar” e atualmente está a editar o documentário “A Macau, de Manuel Vicente” de Rosa Coutinho Cabral.

Teresa Palma


540 – Identidade e Lugar #12, 2012
Pintura sobre fotografia, impressão jacto de tinta sobre papel baritado fine-art
60 x 50 cm | Peça única
450,00€ + IVA


540 – Identidade e Lugar #13, 2012
Pintura sobre fotografia, impressão jacto de tinta sobre papel baritado fine-art
60 x 50 cm | Peça única
450,00€ + IVA

Sobre as obras |  A reflexão sobre a identidade, o território, o sentimento de pertença, a apropriação e modelação do espaço urbano, o apego e afectividade ao espaço da ‘casa’, está presente neste trabalho. A casa da infância é um lugar que existe na memória. Constitui-se de lembranças, sentimentos de protecção;  transporta à ideia de berço, de abrigo e aconchego. Poder-se-á encontrar tudo isso em ‘540’, um número pintado nas paredes da cidade?

Teresa Palma | Teresa Palma (1978) é mestre em Pintura pela FBAUL. Realizou exposições individuais, na Galeria Pedro Serrenho e participou em colectivas em Portugal e no estrangeiro. Destaca-se a sua participação em POVOpeople, Museu da Electricidade, 2010. É membro do CIEBA (Centro de Investigação e de Estudos em Belas Artes) desde 2009. www.teresapalmarodrigues.com

Helena Peralta

Sem Título I, da série Vizinhos / Neighbors, 2012
Fotografia em papel algodão fine art
40x33cm | Ed. 1 + P.A
500,00€ + IVA

Sem Título II, da série Vizinhos / Neighbors , 2012
Fotografia em papel algodão fine art
40x33cm | Ed. 1 + P.A

500,00€ + IVA

Sobre a série | Íntimo e paralelo. Pessoal e desconhecido. A série Vizinhos / Neighbors revisita lugares que, num passado não tão distante, eram acessíveis e que hoje, são quase secretos. Um aglomerado de paralelepípedos, as construções pós-modernas habitam vidas distintas. E, apesar dessas vidas só se cruzarem nos elevadores e escadas, possuem interiores que são semelhantes. Azulejos, cestos de frutas, casas-de-banho, famílias, tudo é desconhecido e conhecido. Trabalhando com o que estamos habituados a ver e não a conhecer, a série invoca os interiores “desabitados” da casa ao lado.

Helena Peralta | Helena Peralta nasceu, vive e estuda em Lisboa. O seu corpo de trabalho baseia-se em natureza morta urbana, objetos, vizinhos e intimidade. Participa do coletivo Imagem da Palavra e também da Bubuia Colectiva.

Ricardo Quaresma Vieira


Untitled, 2007
Impressão Duratran, Caixa de luz
200 x 100cm Ed. 5 + 1 P.A.
vendida

Sobre a obra | Marialva assim o chamam, Cartaxeiro de puro sangue. No Beato de Lisboa emperaltou-se perante tamanho aparato visual montado em sua honra.  Uma jovem Búlgara posava com ele para a camera, insurgindo-se como referência de uma moda actual.
Relincha, está vivo, rijo e bem de saúde. É verdadeiro. Os leitores da revista Internacional souberam degustar o sabor da moda, disfarçada de cordeiro trans-contemporâno e/ou intemporal. Marialva viaja agora pelo mundo e mantém a sua honra intocável.

Ricardo Quarema Vieira | Ricardo Quaresma Vieira, natural da Vila de Pontével, no Cartaxo, interessou-se pela imagem devido à profissão do seu pai, fotógrafo. Actualmente vive em Lisboa, cidade onde aprofunda os seus conhecimentos de fotografia e filme nas Artes plásticas, na Moda, na Publicidade e na Urbe. Os seus trabalhos foram publicados em inúmeras revistas de moda de referência, como Máxima, ELLE, Vogue, Público, Egoista, GQ Maxmen, FHM, DNA, JUP, Parq, Must, Lusobeat, Umbigo, DIF, Slang, Neo2, Cream & IDN (Hong Kong). Tem como Mecenas na Arte a I.M.V. (Italian Motor Village) através da associação Art In Park e actualmente o seu trabalho expressa-se em várias formas, desde a Fotografia ao Cinema, ao Vídeo e Instalação. Tem como objetivo investigar e a projectar as suas ideias nas Artes Visuais, na Arte Social e na Arte Trans-Contemporânea. www.ricardoquaresmavieira.com

Luis de Barros

Cityscape, 2011
Impressão jacto de tinta sobre papel Epson Fine Art
145 x 118 cm | Ed. 1/5 + P.A.
3000,00€ + IVA

Sobre a obra | No interior da cidade, o parque gera uma linha de fuga. A luz difusa que cobre o seu espaço vegetal e humano esbate os traços rigorosos que separam a lucidez da vida quotidiana da penumbra do sonho e do mistério. Os vestígios discretos mas visíveis da passagem humana deixam adivinhar encontros, despedidas, amores suspirados e crimes silenciosos. E na secreta sombra da vegetação escondem-se olhares invisíveis que nos vêem.

Luis de Barros | Nasceu em Lisboa, em 1970. Estudou fotografia no Yorkshire, em Inglaterra. Desde cedo, interessou-se por fotografia de moda/editorial e logo começou a trabalhar para diversas publicações nacionais e internacionais, como ELLE, a Vogue, a Cosmopolitan, a Dealer De Luxe, a Lab, o DNA, a GQ, a Máxima, a Ícon e muitas outras. Explorando outras vertendes da fotografia, tem mostrado os seus trabalhos mais pessoais no âmbito de exposições individuais e colectivas. http://www.luisdebarros.com